Historiadores e economistas promovem MESA REDONDA "REGIÃO, DESENVOLVIMENTO E FRONTEIRAS" em parceria com UNIFESP e Centro Paula Souza.

Os Programas de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPGIELA), Políticas Públicas e Desenvolvimento (PPGPPD) e o Centro Interdisciplinar de Antropologia e História (CIAH) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) promovem a mesa redonda "REGIÃO, DESENVOLVIMENTO E FRONTEIRAS". A mesa será transmitida por videoconferência através do link: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/newton-camargo-da-silva-cruz.


Palestrantes:
- Prof. Dr. Clovis Antonio Brighenti. / “Indígenas e a região da Tríplice Fronteira”
- Prof. Dr. Pedro Marcelo Staevie / "Mobilidades, Fronteiras e Desenvolvimento"
- Prof. Dr. Hernán Venegas Marcelo / “Os mitos do turismo e a Tríplice Fronteira”

Organização:
Centro Interdisciplinar de Antropologia e História (CIAH)
Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPG-IELA)
Pós-graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento (PPG-PPD)


Data: 01/11/2018
Horário: 19:00-20:30 (horário de Brasília)
Local: Sala PPG-IELA / Bloco 4-Espaço 3-Sala 1

Debatedores:
Prof. Dr. Antônio Carlos Roxo da Mota UNFESP
Prof. Dr. Ival de Assis Cripa (Centro Paula Souza)

Resumo

A presente mesa redonda tem como título "Região, Desenvolvimento e Fronteiras", três conceitos enxergados de forma crítica, renovada e interdisciplinar por três docentes-pesquisadores da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA, Brasil) no ambito do “I Seminário Internacional de Comércio Exterior e Desenvolvimento Regional”. O primeiro deles tres na ordem expositiva, o historiador Clovis Antonio Brighenti argumenta em - “Indígenas e a região da Tríplice Fronteira”, que a partir de meados do século XX novas relações econômicas alteraram a geografia cultural da Tríplice Fronteira. Diversas obras e empreendimentos econômicos exemplificam a inserção de um novo capital na região, mais agressivo e expansivo, como a construção da maior hidrelétrica do mundo, “Itaipú”. Associado aos projetos desenvolvimentistas uma nova e diferente presença humana se faz na região. A população Guarani que há mais de 2000 anos ocupava a região teve suas terras invadidas e sua mão de obra explorada em atividades sazonais na agricultura. Os últimos redutos foram alagados com o represamento de Itaipu. É sobre esse contexto que pretendemos estabelecer uma análise historiográfica identificando as relações assimétricas estabelecidas e o discurso sobre o outro, além de pontuar a perspectiva Guarani sobre o contexto econômico. Uma abordagem mais próximo dos trânsitos culturais submersos nas geografias das fronteiras é o foco da apresentação do economista Pedro Staevie, o segundo palestrante. Sua apresentaçao, "Mobilidades, Fronteiras e Desenvolvimento" tem como objetivo refletir sobre diversos tipos de mobilidade humana no âmbito de duas tríplices fronteiras brasileiras: (Argentina, Brasil e Paraguai) e (Brasil, Venezuela e Guiana). São essas mobilidades: as migrações, os deslocamentos para trabalho, para o estudo, para o tratamento de saúde e para a prática do turismo. Elas são fundamentais para a compreensão do desenvolvimento socioeconômico nas áreas fronteiriças, desenvolvimento este entendido por Pedro Staevie como um processo de transformação econômica e social, em suas distintas manifestações. Um elemento comum referido nas apresentações de Brighenti e Staevie foi o turismo; ora apresentado como atividade, ora apresentado como deslocamento. Não é propósito da última apresentação polemizar sobre as concepções subjacentes sobre o turismo por parte do historiador e turismólogo Hernán Venegas Marcelo, mas trazer uma reflexão sobre os mitos que alavancam a prática e fomento do turismo na Tríplice Fronteira. Esse relato instigante se apoia em estudos renovados sobre o turismo e traz consigo uma narrativa instigante sobre a natureza turística da Tríplice Fronteira e, em particular, de Foz do Iguacu. São esses os principais eixos da ultima e final apresentação, “Os mitos do turismo e a Tríplice Fronteira”.


Palavras-chaves: região, fronteiras, guaranis, mobilidades, turismo.